Segunda Escola Latino-americana de História da Educação
A Segunda Escola Latino-americana de História da Educação, realizada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), iniciou suas atividades reunindo uma ampla comunidade acadêmica dedicada ao estudo da História da Educação no continente. Com mais de 110 participantes credenciados provenientes de mais de sete países da América Latina, a Escola se consolida como um importante espaço de formação, intercâmbio intelectual e fortalecimento de redes internacionais de pesquisa.
O primeiro dia de atividades, realizado em 4 de março de 2026, foi marcado por um intenso programa acadêmico que articulou conferências, painéis e oficinas voltadas à reflexão sobre o ensino e a pesquisa em História da Educação. As atividades começaram pela manhã com o credenciamento dos participantes, seguido da cerimônia de abertura no Auditório 111, que contou com a presença de representantes institucionais da Faculdade de Educação da UERJ, do Programa de Pós-Graduação em Educação (ProPEd), da Sociedad Argentina de Investigación y Enseñanza en Historia de la Educación (SAIEHE) e da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE). Esse momento inaugural destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do campo da História da Educação na América Latina e para a construção de agendas de pesquisa compartilhadas entre pesquisadores da região.
Na sequência, ocorreu o Painel 1 – “Por que uma Escola latino-americana de História da Educação?”, reunindo pesquisadores do Brasil, Argentina e Uruguai. O debate destacou a importância de construir perspectivas historiográficas que dialoguem com os desafios e as especificidades da América Latina, valorizando a circulação de ideias, a cooperação acadêmica e a produção coletiva de conhecimento no campo.
Durante a tarde, o Painel 2 – “O ensino de história da educação latino-americana: perspectivas atuais” aprofundou a discussão sobre as formas de ensinar e pesquisar a História da Educação na região, abordando questões metodológicas, epistemológicas e os desafios da formação de novos pesquisadores. Participaram desse debate professores de universidades do Brasil, Argentina e Chile, evidenciando o caráter internacional e colaborativo da Escola.
O primeiro dia foi encerrado com oficinas temáticas realizadas em paralelo, dedicadas à reflexão sobre o uso de materiais impressos, cultura escrita, oralidade, livros didáticos e práticas docentes no ensino da História da Educação. Esses momentos privilegiaram o diálogo direto entre pesquisadores e estudantes, estimulando trocas de experiências e metodologias de pesquisa e ensino.
Com um ambiente de intensa circulação de ideias, a abertura da Escola evidenciou o potencial da iniciativa para articular pesquisadores latino-americanos, fortalecer redes acadêmicas e promover a formação de novas gerações de historiadores da educação. O primeiro dia, marcado por debates densos e participação ativa do público, confirmou o papel da Escola como um espaço privilegiado de encontro e reflexão coletiva sobre a produção e a circulação do conhecimento histórico-educacional na América Latina.






















