A RBHE conclui a edição n. 25 e apresenta um retrato editorial da produção em História da Educação em circulação
A Revista Brasileira de História da Educação (RBHE) concluiu a edição do n. 25 (2025), publicado integralmente no sistema digital de fluxo contínuo, consolidando um ciclo editorial marcado pelo aprofundamento do modus operandi da Ciência Aberta, pelo fortalecimento da internacionalização e pela diversidade institucional e temática da produção em História da Educação.
O editorial que encerra a edição apresenta um balanço das transformações implementadas em 2025, com destaque para a revisão das políticas editoriais, o avanço da transparência na avaliação por pares, a adoção ampliada de práticas de Ciência Aberta e o investimento sistemático em divulgação científica. Esses movimentos se refletem não apenas nas diretrizes formais da revista, mas também nos indicadores concretos de autoria, avaliação, circulação e impacto.

A edição do n. 25 reúne 78 autorias, provenientes de 13 unidades federativas brasileiras, evidenciando uma ampla capilaridade nacional. As regiões Sudeste (41%) e Sul (21,8%) concentram cerca de 62,8% das autorias, mantendo-se como os principais polos de produção, enquanto o Nordeste (14,1%) apresenta presença expressiva e diversificada, com participação de cinco estados distintos. As regiões Centro-Oeste (3,8%) e Norte (5,1%) também marcam presença, reforçando o caráter nacional da revista. Soma-se a esse quadro a internacionalização consolidada, com 11 autorias estrangeiras (14,1%), oriundas da Argentina, Itália, Estados Unidos, Holanda, Espanha e Portugal.
Do ponto de vista editorial, observa-se a predominância de artigos de fluxo contínuo, que correspondem a quase dois terços das publicações, indicando estabilidade nas submissões espontâneas e regularidade no processo de avaliação. Os dossiês temáticos, responsáveis por cerca de 30% dos textos, mantêm papel central na organização do debate historiográfico, enquanto resenhas e entrevistas, embora minoritárias, seguem contribuindo para a diversidade de formatos e a circulação de ideias no campo.
A edição conta com dois dossiês temáticos de grande relevância. O primeiro, dedicado à pesquisa histórica sobre a educação no período da ditadura cívico-militar, analisa os impactos do regime autoritário sobre instituições educacionais, culturas escolares e trajetórias de professores e estudantes, contribuindo para o enfrentamento de leituras revisionistas e para a preservação da memória histórica. O segundo dossiê, Fotografia como fonte de pesquisa para a História da Educação, aprofunda o debate metodológico sobre a imagem fotográfica como documento histórico, ampliando o repertório analítico da área ao articular cultura visual, educação e história.
O rigor do processo editorial se expressa também na taxa de rejeição, que alcança aproximadamente 73% no período analisado. Esse dado evidencia um processo seletivo criterioso, sustentado por uma rede ampla e qualificada de pareceristas. As avaliações concentram-se majoritariamente nas regiões Sudeste (42,4%) e Sul (23,4%), mas contam igualmente com contribuições do Nordeste (12,2%), Centro-Oeste (8,8%) e do exterior (8,3%), com avaliadores vinculados a instituições da América do Sul, Europa e América do Norte. Destaca-se ainda a atuação recorrente de um núcleo de pareceristas que colaboram de forma continuada com a revista, garantindo estabilidade e consistência ao processo avaliativo.
A edição n. 25 confirma o avanço da publicação bilíngue, uma vez que oito em cada dez artigos foram publicados em português e inglês. O inglês aparece como idioma complementar ou principal em 42 dos 46 textos (91%), reforçando sua consolidação como língua franca de comunicação da produção veiculada pela RBHE.
O fechamento da edição n. 25 dialoga ainda com as ações de divulgação científica desenvolvidas pela revista, como o programa “É Hora da RBHE”, que promove encontros públicos entre autores, editores e leitores, além da presença constante nas redes sociais, da criação do canal da RBHE no YouTube e da participação ativa da Comissão Editorial em eventos acadêmicos nacionais e internacionais.
Ao concluir a edição n. 25, a RBHE reafirma o seu papel como espaço público de produção, circulação e debate qualificado do conhecimento histórico-educacional, fortalecendo os princípios da Ciência Aberta, da diversidade e da integridade científica. A comunidade acadêmica e o público interessado estão convidados a explorar os artigos publicados ao longo do ano e a acompanhar as próximas edições do periódico.
