Divulgamos lançamento de livro.

O livro pode ser adquirido pelo site da editora da UFPR: http://www.editora.ufpr.br/portal/?pesquisa=titulo&s=uma+trama 

Breve resumo da obra:

Cada vez mais a história da educação escolar oitocentista vem sendo estudada e múltiplos são os olhares lançados sobre os seus diversos atores – crianças, professores, inspetores, famílias, políticos, intelectuais, dentre outros. Em relação às crianças se, por um lado, as pesquisas têm identificado, no meio da massa até pouco tempo anônima que frequentava as escolas do Império, a presença de crianças pobres, negras, brancas, meninos, meninas, crianças livres, crianças dos escravos, por outro, é preciso reconhecer que ainda é pouco o que se sabe sobre o impacto da presença desses grupos infantis tão heterogêneos na produção histórica da escola primária no Brasil Imperial. Teriam elas, à exemplo dos adultos, um papel no processo de escolarização? Dialogando com a sociologia de Norbert Elias e valendo-se da abordagem da micro-história italiana, este livro se propõe a identificar como o papel da criança no processo de escolarização primária era percebido pelos sujeitos envolvidos com a escola (professores, pais, inspetores e políticos) na cidade da Lapa, na Província do Paraná, entre os anos de 1866 a 1886.  Acompanhando, pela redução da escala de análise, a trajetória do professor público de meninos Pedro Fortunato de Souza Magalhães Jr., vai descortinando diversos aspectos da configuração da escola primária oitocentista nos quais a presença e participação da criança foram modificando e ajudando a produzir a escola elementar como instituição educativa no século XIX.