Divulgamos a chamada do CIHELA 2020. 

 

 

 

 

 

CIHELA 2020

O XIV CIHELA dedicado ao tema: "Revolução, Modernidade e Memória: Caminhos da História da Educação", vai realizar-se em Lisboa, Portugal, entre 20 e 23 de julho de 2020.



A data limite para apresentação de propostas é: 15 de Outubro de 2019.

Este Congresso realiza-se nos 200 anos da Revolução portuguesa de 1820. Aproveita-se a evocação deste momento inaugural da implementação do liberalismo em Portugal para refletir sobre o contributo das revoluções que se realizaram tendo como inspiração o ideário liberal para a construção da Modernidade em várias das suas dimensões de entre as quais destacamos as seguintes: criação das ideias de cidadão e cidadania; construção do modelo escolar e de um sistema público de educação; aprofundamento dos processos de alfabetização e de escolarização; concretização da figura do Estado-Educador; o papel central que a escola passou a desempenhar como contexto de socialização e de integração escolar; o seu contributo para a promoção da ideologia do Estado-Nação; o desenvolvimento da dicotomia liberdade-disciplina; a expressão de um novo olhar sobre a criança e a infância. Num outro plano, os processos de independência dos países latino-americanos são igualmente indissociáveis da eclosão das revoluções liberais e tiveram o ideário liberal como uma das suas principais fontes de inspiração.

A generalização da escola moderna sedimentou uma determinada organização pedagógica, que se instituiu como tradição, mas também suscitou o aparecimento de propostas alternativas em relação a esse modelo e que se apresentavam como inovações pedagógicas mas que, na verdade, mantinham uma relação complexa e ambivalente com a tradição. A educação foi, neste contexto, um terreno habitualmente fértil para imaginar os futuros possíveis para a escola (ou, mesmo, a ausência de futuro) num registo que se abeirava da utopia. Como noutros dos dilemas da modernidade, essa ideia iluminista de projeto não põe em causa a presença dos discursos que apelam à memória. Não só a escola se tornou num verdadeiro lugar de memória, e de invenção de tradições, como também as experiências vividas tal como são representadas pelas memórias dos atores passam a ocupar um lugar central nos nossos discursos sobre a escola.



Para mais informações consulte: https://cihela2020.ie.ulisboa.pt/pt/



Cordialmente,

Alda Namora

(Secretariado da Histedup)

 

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